Writing letters on my wall

Idéias idiotas - mas úteis

2004-03-11
I ) Eu passei alguns preciosos minutos da minha vida pensando em frases para situações de urgência. Antes mesmo de a tática ter sido bem sucedida contra o maníaco do parque ( lembram? ), eu já articulava em minha confusa cabecinha que se por máxima desventura um dia alguém tentasse me estuprar, eu diria ser portadora de HIV positivo. É claro que o cara poderia rebater com um “eu também, e daí?”, mas eu pelo menos teria tentado.

Também tenho resposta pronta pro caso de algum sujeito ousar, por qualquer razão, bater em mim na rua: eu e meus dons de atriz gritaremos um “bate, bate mesmo, que eu gosto”. 1) Ou o agressor ficaria ainda mais irado e me espancaria com toda a vontade; 2) Ou ficaria desconcertado e desistiria de seu desiderato - e eu prefiro concentrar meu otimismo nesta hipótese.

II ) Agora tento maquinar soluções para crises no trabalho. Não raramente alguém no banco tem a falta de caridade, a falta de decência, a falta de delicadeza de me pedir para conseguir vistas nalgum processo “valendo-te de teu charme”. Em primeiro lugar, mister ressaltar que eu não tenho charme nenhum; em segundo lugar, vale dizer que SE eu tivesse charme, de certo eu não ia gasta-lo nas Varas Cíveis desta Comarca; em terceiro e último lugar, não sei de onde eles tiraram a idéia de que um sorrisinho feminino é capaz de fazer juiz despachar com pressa. Hum-hum.

Destarte, da próxima vez que alguém vier me cobrar resultados com a pergunta cretina de “ teu charme não funcionou lá no cartório?”, vou engrossar a voz, dizer que meu verdadeiro nome é José Henrique e que eles me respeitem.

12:42 a.m. :: ::
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