TEMA ÚNICO
Assim, um post mais elaborado ficará por conta de Luís, Hélber, Lala, e Aílton, meus adoradinhos que manterão a periodicidade deste blog enquanto os professores estiverem a me arrancar o couro com verdugos.
Ligações telefônicas equivocadas irritam-me bastante.
- É da casa do Diogo?
- Não, não.
- Ah. ( pausa ) Mas será que a gente não podia conversar assim mesmo?
Talvez por karma, talvez por mera falta de sorte, isso me acontece sempre. Minha resposta invariavelmente é negativa ( tenho um primo doido, contudo, que adoraria um evento como este: sozinho em Campinas, sem tevê ou rádio, ele discava para o 0800 da Tim na tenção de travar uma conversa com os atendentes e acabou ficando amigo de vários deles. Detalhe: meu primo nem cliente da Tim era :-S ), mas houve um tempo em que um destes cidadãos de fato passou a freqüentar meu telefone com uma disciplina, assiduidade e pontualidade assustadoras. Convoquei a voz braba de papai e após um “alô” dos mais ameaçadores que ouvi, tudo voltou à paz.
Ao lado das ligações perigosas, há aqueles enganos agravados pela insistência do desatento: “tem certeza que não daí? Não mora mesmo nenhuma Olga, não? Mas é de onde mesmo esse número? É residência, é? E é residência de quem?”. Hum-hum.
E aqueles trotes veeeelhos? Um deles, bem famoso desde a MINHA já longínqua infância, nunca deu certo com minha família:
- É da casa do pinto?
( Resposta Esperada ) – Não...
- Ah, vai ver que ele já virou galo! ( risadas coletivas ao fundo )
Acontece que este é justo o sobrenome do meu avozinho, então o moleque fica todo sem jeito quando nós, já calejados, respondemos um “aguarde que ele já vem”.
Há também os que ligam sem saber seu nome, sua cidade, mas contando - com aquele adorável sotaque de telemarketing - que o número do telefone fora contemplado e que ao sortudo proprietário da linha cabe um prêmio maravilhoso a ser entregue tão logo se forneçam dados pessoais e às vezes até mesmo o código do cartão de crédito. Eu devo ser a mulher mais abençoada do planeta, pois meu telefone já foi sorteado em tudo quanto é tipo de promoção!
Há, contudo, o outro lado da ficha telefônica: dedinhos viciados ligam para números inadequados. Quantas trilhares de vezes não digitei a combinação bombástica e eis que em lugar de uma doce Lucíola, atendia-me um ex-namorado. Taí uma cousa pequena, beeeeeem pequena, que me enlouquece.
Mas não só os dedos se viciam. Às vezes estou no conforto da minha caminha e respondo ao triiiiiiiim com um “Basa, bom dia!”. :-S
Enfim: telefone serve apenas para falar com A S P E S S O A S certas.




