Writing letters on my wall

TEMA ÚNICO

2004-04-19
Gostaria de fazer uma enumeração exaustiva das pequenas coisas que me enlouquecem, mas vou focalizar apenas em uma, já que minha cabecinha não consegue concatenar nem mesmo os assuntos para as provas da Uni.

Assim, um post mais elaborado ficará por conta de Luís, Hélber, Lala, e Aílton, meus adoradinhos que manterão a periodicidade deste blog enquanto os professores estiverem a me arrancar o couro com verdugos.

Ligações telefônicas equivocadas irritam-me bastante.

- É da casa do Diogo?

- Não, não.

- Ah. ( pausa ) Mas será que a gente não podia conversar assim mesmo?

Talvez por karma, talvez por mera falta de sorte, isso me acontece sempre. Minha resposta invariavelmente é negativa ( tenho um primo doido, contudo, que adoraria um evento como este: sozinho em Campinas, sem tevê ou rádio, ele discava para o 0800 da Tim na tenção de travar uma conversa com os atendentes e acabou ficando amigo de vários deles. Detalhe: meu primo nem cliente da Tim era :-S ), mas houve um tempo em que um destes cidadãos de fato passou a freqüentar meu telefone com uma disciplina, assiduidade e pontualidade assustadoras. Convoquei a voz braba de papai e após um “alô” dos mais ameaçadores que ouvi, tudo voltou à paz.

Ao lado das ligações perigosas, há aqueles enganos agravados pela insistência do desatento: “tem certeza que não daí? Não mora mesmo nenhuma Olga, não? Mas é de onde mesmo esse número? É residência, é? E é residência de quem?”. Hum-hum.

E aqueles trotes veeeelhos? Um deles, bem famoso desde a MINHA já longínqua infância, nunca deu certo com minha família:

- É da casa do pinto?

( Resposta Esperada ) – Não...

- Ah, vai ver que ele já virou galo! ( risadas coletivas ao fundo )

Acontece que este é justo o sobrenome do meu avozinho, então o moleque fica todo sem jeito quando nós, já calejados, respondemos um “aguarde que ele já vem”.

Há também os que ligam sem saber seu nome, sua cidade, mas contando - com aquele adorável sotaque de telemarketing - que o número do telefone fora contemplado e que ao sortudo proprietário da linha cabe um prêmio maravilhoso a ser entregue tão logo se forneçam dados pessoais e às vezes até mesmo o código do cartão de crédito. Eu devo ser a mulher mais abençoada do planeta, pois meu telefone já foi sorteado em tudo quanto é tipo de promoção!

Há, contudo, o outro lado da ficha telefônica: dedinhos viciados ligam para números inadequados. Quantas trilhares de vezes não digitei a combinação bombástica e eis que em lugar de uma doce Lucíola, atendia-me um ex-namorado. Taí uma cousa pequena, beeeeeem pequena, que me enlouquece.

Mas não só os dedos se viciam. Às vezes estou no conforto da minha caminha e respondo ao triiiiiiiim com um “Basa, bom dia!”. :-S

Enfim: telefone serve apenas para falar com A S P E S S O A S certas.

10:50 p.m. :: ::
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